sábado, 6 de maio de 2017

Leonilson

Fui pra faculdade (hoje é sábado) e estudei na biblioteca, me senti menos mal. Olhei um livro da Adriana Varejão e aquela mulher é incrível, depois pesquiso mais um pouco sobre. E fui na exposição do Leonilson que tem na faculdade (!!!).

Bem, eu não sou muito entendedora de arte quando entre naquele espaço cultural, acho que o que eu vejo é mto superficial e não consigo entender como algumas coisas são bonitas nos olhos de algumas pessoas. Então, decidi olhar cada obra com paciência, tipo quando acesso o site de um artista e fico vendo sua galeria de arte.


"Nascido em 1957, na capital cearense, a formação artística de Leonilson começou ainda na juventude e a cidade logo se tornou menor que seus sonhos. (...) Seu olhar contemporâneo não estava voltado para a arte que busca agradar, se promover ou vender algo. Era uma arte autobiográfica, embora revolvesse constantemente aos campos da estética da geração 80 que predominam em todo o mundo. Esse conflito era a parte mais intigante e intrínseca a todas as obras."

Isso estava escrito na entrada da exposição. Fico pensando na simplicidade que deveria ser Leonilson, e de cara isso me fez pensar na função desse blog. A arte serve muito menos pra agradar olhos críticos, e muito mais para expressar. Amei o Leonilson, ou tentar me expressar claramente. *as fotos estão ruins porque foram tiradas com um celular antigo e amado*
 Essa pintura foi feita com lápis de cor. Ele usava tinta guache, tinta acrílica e todas as coisas simples que temos por ai à disposição. Foi um tapa na minha cara que acho que sempre preciso de coisas complexas pra fazer algo. Acho que ele era adepto da filosofia da Vick que diz: não complique: FaçA! Quanto mais vc complica menos faz. e ai desiste. 


O nome dessa obra é O que ele está fazendo e pelo vulcão no peito, o buraco na cabeça e no coração, a música na garganta e outras coisas que não consegui interpretar, esse homem está apaixonado e extremamente admirado, observando do alto a coisa/pessoa que ele ama, feliz da vida. A melhor parte da arte é a identificação!

1. O que não abdica e 2. O castelo do pensamento
No fim da exposição tinha um espaço pra bordar em telinhas. Fiquei procurando o bordado da Amora, mas não achei nenhum coração humano. Achei o máximo a ideia de fazer uma bolsinha e encher de linha dentro. Ponto.




"São as relações afetivas expressas na forma de um diário sobre desenhos, pinturas e bordados que formam as geografias do afeto, as geometrias da vida e a sumarização da morte.

São conversas silenciosas 'sussurradas' ao pé do ouvido de quem observa seus trabalhos. O artista exige que se apurem os sentidos para poder descobrir, nas diversas camadas de suas pinturas, no branco vazio do papel e na trama mínima dos bordados sobre voil, um campo infinito de leituras na forma de palaras e signos que povoam o conjunto da obra."

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