terça-feira, 25 de abril de 2017

Uma reflexão sobre o consumo

Hoje li uma notícia (These 10 companies control everything you buy) mostrando que apenas dez empresas controlam praticamente quase todas as marcas de comida e bebida no mundo, arrecadando bilhões por ano. Entre as dez marcas, sete vendem no Brasil e eu sou uma consumidora.
A Nestlé, que vende o leite em pó que eu como, além dos chocolates, cremes de leite e o rico leite moça. A Pepsi e a Coca eu poderia ignorar, porque tomo refrigerante mto raramente, mas tem os chás, suquinhos e outras bebidas que a gente toma hipocritamente querendo ser "saudável". A Unilever, pra mim, é uma das mais poderosas, porque quase todos os produtos de limpeza e alguns de comida, como a Hellman's, são dela e é bem difícil "fugir" deles no dia a dia, porque são "necessários". A Danone que não vende só danone, mas outras bebidas e derivados de leite (tipo o requeijão só o filé) eu posso ignorar um pouco também, porque desde que passei um mês como "vegana" eu criei uma intolerância leve a esses produtos. A Mars e a Mondelez eu só conheço pelo Snikers, o falecido e querido Milkway e o Torrone, que eu praticamente não como mais por motivos de não to podendo gastar com bobagem.

A Oxfam, uma ONG comprometida a combater a fome e a pobreza, criou um infográfico que mostra como essas empresas trabalham, com o intuito de fazer os clientes as pressionarem para melhorar suas relações de produção. Então aqui me incluo porque no Brasil elas também são poderosas. Primeiro, essas marcas se importam com o que nós, consumidores, pensamos. Então, somos encorajados a mostrar a elas nosso interesse em ajudar os produtores da matéria-prima e o planeta. O poder está em nossas mãos, porque eles precisam escutar. 

Podemos fazer a diferença, pois os consumidores são mais poderosos do que essas dez grandes empresas. Sem eles, as empresas não seriam tão grandes por muito tempo. A ideia é usar as redes sociais para cutucar essas marcas que gostamos de consumir, entrar em contato até pessoalmente com o CEO e dizer a ele o que precisa ser mudado.

O interessante da Oxfam é que eles têm um projeto genial. Ela quer ajudar a criar um mundo onde todo mundo tenha o suficiente para se alimentar. Hoje em dia, cerca de uma em oito pessoas no planeta vão dormir com fome, essas pessoas em sua maioria são fazendeiros ou agricultores que trabalham para sustentar o próprio sistema de alimentação que os prejudica. Mas podemos ser a geração que vai acabar com essa situação bizarra.
Pensei logo que não consumo esses produtos. As vezes fico pensando que o boicote é uma medida mto ofensiva principalmente porque desempregaria pessoas, então antes de simplesmente deixar de comprar por causa das formas de produção, é importante ter uma atitude diferente, no sentido de pedir para melhorar. A empresa que mais consumo é a Nestlé, que tem boas relações de produção. Imediatamente lembrei do leite moça e de todos seus produtos que custam um pouco mais caro. Mas isso pode ser por causa do nome da marca, e não do gasto com preparos. Lembrei das marcas locais como Itambé ou Betânia que produzem as mesmas coisas e são genuinamente cearenses, mas como eu posso saber se elas têm esse cuidado? Bem, não tenho. Mas acho que é muito mais lógico eu "investir" nas empresas brasileiras, cearenses, do que nas internacionais poderosas.

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