31 julho 2016

O parto.

- Sinto que estou sempre andando pra trás, um dia eu estou animada, mas depois não aguento mais. Queria fazer algo até o fim, mas algo que me fizesse feliz. A realidade de se trabalhar em um local antiquado e velho como aquele fez com que eu abrisse mão de muitas coisas para me encaixar. Pensei em mandar algo pra Rookie, em vídeo ou texto, em que eu conversasse com várias garotas da minha cidade pra que elas falassem sobre coisas que quebram o estereótipo do Brasil, ou gravar uma série de vídeos nos quartos dessas garotas, porque eu queria muito que as brasileiras mostrassem como são, o que gostam... Tenho algumas ideias, mas não sei por onde começar ou como por em prática. Preciso fazer algo em paralelo com o trabalho infernoso do cartório. Gosto de costurar e quero aprender a bordar, mas não sei de que forma poderia aliar isso a um trabalho que eu ganhasse bem. Não sei se queria fazer moda porque talvez não seja muito pra mim, acho que as faculdades de moda daqui são muito glamurosas e distantes do que é a nossa realidade. Também tenho um side project que é transformar as coisas do meu blog em livro. Acho que escrevi algumas coisas meio boas, meio poéticas quando eu era mais nova que queria ver em papel.

- Eu acho perfeitamente normal você se sentir confusa assim. Leva tempo pra descobrir o que se quer e só tem como descobrir vivendo e tentando!!! EU ODEIO PSICOLOGIA por causa das sentenças pro resto da vida. Se eu cometi um erro eu tenho o poder de não fazer isso novamente! Deus me concedeu o poder da escolha e eu posso mudar as coisas pra melhor. Tenho medos parecidos, como o Rodrigo também e a Sofia! Acho que senti que você estava nessa aflição. Eu super apoio você trocar direito por sociologia! Qualquer coisa que te faça feliz vale a pena! A ideia de fazer o mesmo pra você ficou, mas eu não tinha ideia de como fazer. Peguei um caderno pequeno jogado lá em casa com 90 folhas e pensei em fazer colagens com textos e fotos, tipo a Rookie, o fato é que eu percebi que se só eu fosse escrever o negócio ia desandar, então chamei todos os meus amigos pra escrever também... No final fiquei chateada porque percebi que talvez estivesse muito aleatório para ser o seu presente, o pessoal ficou ocupado e já não me mandava tantos textos e eu fiquei com uma vontade gigantesca de realmente participar da produção de uma revista independente ou algo do tipo. É até meio que triste pq eu queria textos com conteúdos profundos e não tinha isso! Até tava pensando em depois de te entregar tu gostar da ideia e me ajudar, mas o pior é que eu não faço ideia de como começar esse projeto. Queria encontrar pessoas que sofrem com as minha mesma dores... Não sei, já pensou como seria incrível conhecer pessoas novas! Você pode compartilhar do meu mesmo sonho e a gente pode sonhar juntas.

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