28 abril 2016

Hoje eu assisti uma aula da Izabel


Sinto muito sua falta, sempre corro pra poder te ver, te dar um oi, receber seu brilho, sua luz, sempre fico ansiosa com a possibilidade de te encontrar, acho que a ansiedade é quando o coração já está lá e a mente, ou o corpo, não. É um estar-em-dois-locais. É um problema pra física com que temos que lidar. Você mudou minha percepção sobre muitas coisas, e fortaleceu outras. Nossa geração chegou no seu limite. Não há finalização de um ciclo para iniciar outro, me disseram, as eras sobem umas sobre as outras. Acho que é isso. Quando eu era criança eu tinha imaginações mirabolantes sobre todas as coisas a minha volta. Não sei se bati com a cabeça, se minha mãe caiu quando grávida, se quando eu era estrela e vim pra cá o baque da queda foi muito grande, mas acho que nunca tive a sensação de pertencer a algum lugar. Esse sentimento de estar "desolada" não me persegue, ele é presente, é real, é algo abraçado na cintura. Queria não ter medo. O medo é uma mão em nosso ombro que simplesmente está lá, as vezes me acostumo. Conheci a Clarice Lispector e quase não conseguia me conter no espaço que eu ocupava, eu sentia como se eu tivesse todo o tamanho do mundo, eu achei que esse mundo existia através da minha visão e que o meu eu estava em todos os espaços, mas era só meu coração. Ainda sou espaçosa. Me debruço sobre algumas existências. Quando eu conheci meu namorado eu queria ocupar o espaço dele, queria estar em todos os momentos da vida dele, queria atravessá-lo, sentir um inexplicável entrelaçar de almas. Estrelas entram umas nas outras. Elas se existem. Quando eu te conheci eu senti você ocupando todas as dimensões e não era como se você me empurrasse, você nos atravessa. Uma claridade, estrelas, juntas, uma infinidade de possibilidades, de "existências", uma infinidade de lados, de perspectivas, uma presença veloz, viva, brilhante, intrigante, complexa, enorme, transcendente. Um brilho, um raio. Eu sentia que sua voz ultrapassava a barreira dos meus ouvidos, entrava pelos meus olhos, habitasse minha mente, os momentos em que você para e reflete entre uma palavra e outra estivessem combinados com o correr disso que há na minha mente e me faz viver. Absolutamente transformada por sua presença, maravilhada com sua existência, tocada por seu olhar: uma insegurança imensa: será que você olhava pra mim? então eu faria parte de você? Ela é uma mulher linda, ela tem um cabelo cacheado, que ganhou por merecer,

quando ela fala as pessoas exitam em respirar, elas nãos abem disso, mas como nosso corpo as vezes age além da nossa consciência, os pulmões sentem-se acanhados com o fôlego inexplicável que há no peito dela, é como se ela estivesse sempre preparada para entrar numa luta daquelas que entramos sabendo que vamos até. o último. suspiro.

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