segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Sobre apropriação cultural

"[...] O que para um povo é tradição para outros é fantasia. [...] Vimos os convidados fazendo do cabelo crespo um acessório, um fetiche ocasional. Anos de imposições estéticas baseadas no cabelo liso como padrão desejado, [...] e crianças negras crescendo acreditando que nosso cabelo é um grande problema. Então uma mulher branca faz dele um adereço como se fosse um colar, para um evento? [...] Nós negros não estávamos lá em peso, mas nossas roupas e cultura sim. [...] Não servimos para ser eleitas como bonitas, mas nossa cultura serve para ser apropriada, foi isso que a Vogue disse. [...] Algo que também vem se popularizando no Brasil são festas com nomes negros, mas realizadas em bairros de classe-média-alta com público quase 100% branco. Reafirmando a máxima que a cultura negra é popular, mas os negros não.[...] ser negro no dia-a-dia não é se vestir a caráter e desfilar num ambiente elitizado, mas sim ser confundido com bandido pelo simples fato de andar na rua [...]."
de Stephanie Ribeiro, Estudante de Arquitetura da PUC de Campinas (SP) e ativista feminista negra para HuffPost  Brasil.

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