quarta-feira, 20 de maio de 2015

Sobre delicadeza, doçura, beleza, paciência, amor e coragem.

Hoje vi uma mulher, dessas que eu admiro muito, falando que era muito feminista. Eu achei fantástico. Uma mulher de verdade tem que ser feminista. Mas, na mesma hora eu falei, "mas eu sou muito machista, eu acho que o cara vai trabalhar e a mulher fica em casa cuidando do filho dela". Dizer isso foi como uma mocinha, em pleno século quinze, dizer pra mãe e suas amigas que não via a hora de conquistar o seu próprio império e com o dinheiro partir em uma série de viagens marítimas descobrindo o mundo. É um absurdo uma mulher hoje querer cuidar de um filho, é ridículo um homem trabalhar. Ao mesmo tempo eu pensei em como feminista eu era.
Na hora eu tava ouvindo 7/11. Hoje tenho certeza que só ama Beyoncé (digo, a obra de arte inteira que ela é) quem aprende a se amar, quem é muito amada e que ama muito alguém. Ela é rainha.
Acho lindo como ela sempre tá apaixonada nas músicas dela e como ela sempre fala que faz tudo pelo cara que ela tá gostando. Ao mesmo tempo ela canta músicas falando que a mulher tem que se aceitar como é, perceber como ela é preciosa e ela pode conseguir o que ela quiser, seja uma família com o cara que ela tá apaixonada ou virar The CEO. 
É fora de série o poder que uma música dela te dá! É algo como, "don't mess up with me, I'm my own boss. I say the rules".
E aquele episódio em que o Kanye West subiu num palco pra dizer que a Beyoncé merecia o prêmio mais que a Taylor Swift (e CAAAAAAAAAAARA!!! como que dão um prêmio pra Taylor ou pra quem quer que seja quando tem a Beyoncé na disputa???!!!) e ai quando a B ganhou o premio dela, ela deixou que a Taylor voltasse no palco e terminasse seu discurso. Não foi tipo "eu estou acostumada a ganhar, pode vir falar ao invés de mim", mas "eu lembro como me senti quando tinha dezessete anos e estive ganhando meu primeiro prêmio. Come on and have your time". OH CHRIST! 
E o jeito como ela contou pro Jay-Z que tava grávida... Antes de começar a cantar ela fala "quero que cantem como se sentissem o amor que está crescendo em mim". Spooooillerrrssss!!! 


Resumindo, o feminismo de que eu falo, não é esse "ah sou mulher vou provar pra essa porrada de homem que sei fazer tudo e ainda melhor", mas "também posso fazer isso, não me exclua por eu ser mulher" e "não me obrigue a fazer o que eu não quero porque eu sou mulher!". Isso é mais que "feminismo" é lei geral da vida. 


e para o Arthur eu gostaria de dizer que eu canto meu coração quando ouço "End of Time". <3 
lost of love