segunda-feira, 22 de abril de 2013

They shine

Não é maravilhosa a forma como você sempre tem uma palavra boa pra mim? Talvez nem sempre a certa, ou a verdadeira, mas uma que me abre espaço pra olhar pra outros cantos; na faculdade eu fico me sentindo pequenininha, reprimida pela imensidão de conhecimento de pessoas como eu, aquelas que nos olham de cima. Dai eu lembro de ti, lembro que você é um garoto imenso e nem se dá conta disso, e eu lembro o quanto te amo, logo eu faço parte dessa tua imensidão. E olha, fazer parte de algo grandioso te faz grande sim. Como por exemplo, você mora em um dos planetas mais lindos da galáxia (não o mais porque netuno tem um azul delirante, a gente precisa ir lá um dia, já que a lua já está habitada), galáxia essa que tem número incontável de estrelas gigantes, cada uma com sua história e seu modo, imenso, existindo em um universo que não tem tamanho, um pano de pique-nique gigante fazendo ondulações aleatórias e dançando sem parar, ouvindo uma música cósmica e celeste. Somos vizinhos de estrelas (e quem sabe se as estrelas não têm sentimentos? Você pode provar que elas não pensam? Como provar que os cometas não são estrelas mais maduras abusando de sua liberdade e correndo entre o infinito. Ou como provar que estrelas sempre próximas as outras não são famílias? Não são amantes. Como provar que não existe eclipse estrelar? Como provar que elas não fazem sexo no espaço, com amor, prazer e luz? Não dá pra saber se brilhando mais forte elas atraem uma outra, estrelas provavelmente não têm sexo e isso é a bênção delas, e se amam, brilham mais fortes, ficam juntas, ficam velhas, se amam mais, se apaixonam mais, crescem mais, explodem... Como, meu karo navegante, provar que não somos vizinhos de uma das coisas mais absurdamente sensatas e apaixonantes?) e isso nos faz grandes. E quando eu digo nós, não falo da humanidade inteira da terra que pertencem a esse lugar, falo de nós dois e mais umas poucas dúzias de pessoas que nasceram aqui, mas logo logo nossos donos virão nos buscar para levar-nos ao lugar onde realmente deveríamos ter nascido. Pensar que sou sua amiga, e que eu te amo, me faz ver o quão grande eu sou e como estamos a frente de tantos porque sabemos de segredos e mistérios, não sabemos todos, obviamente, mas sabemos. E quem sabe se leões não são a sucessão de uma estrela que se encantou com a alma de pandora e decidiu dar um voltinha por aqui, depois ela volta pra casa (porque elas não contam dias nem tempo, por isso são mais felizes); você, Kaco, leão, quem sabe não é uma estrela, que vai amar amar apaixonar apaixonar apaixonar e explodir. Talvez por isso é difícil sentir teu coração, porque luz não pulsa, encandeia.