09 setembro 2012

[no tittle]

Meu querido, 
se coubesse a mim saber todas as vezes em que eu poderei te abraçar, pode ter certeza, não desperdiçaria nem um minuto quando sei que posso. Há dias em que alguma coisa atravessa nossa carne, quase como uma espada (que corta dos dois lados) sendo empurrada de uma vez... talvez assim doa menos; meu querido, isso acontecia comigo todos os dias, há pouco tempo eu olhava além do meu nariz e quase que de repente vinha algo me empurrando, me cortando, me maltratando quase que completo. Se retorcer e retroceder não ajuda muito, o que vem antes é muito pior do que vem depois. Agora, imagine só a história contada há muito tempo, onde um moço de nobreza alguma (da burguesia quem sabe) vem com ousadia e puxa a espada. De uma vez, por completo, incrivelmente sem fazer corte algum. Arthur, depois de pouquíssimo esforço conseguiu tirar a espada, não porque tinha força ou algum tipo de mágica. O Arthur que tinha o dom. É você que tem o dom, meu bem. Sem metáforas: você que consegue me fazer feliz. Mas, meu bem, se eu soubesse que não poderia te ter toda hora que eu quisesse eu jamais erraria, eu calaria a mim mesma e não diria nada que vem a minha cabeça, nada, porque eu jamais teria a vontade de fazer você ficar triste, ou chateado, ou magoado, ou zangado, ou qualquer coisa diferente que tire a coisa mais linda do mundo do seu rosto. Eu não, eu não teria coragem de te ver triste, e nem tenho. Então, me perdoa, mas não um perdão simples. Me perdoa por todas as vezes que você disse que me amava e eu não entendi; me perdoa por não dizer nada quando alguém vinha dizer que você não quer nada (quando na verdade eu sei que você quer é me fazer feliz); me perdoa por todas as vezes que eu devia ter dito que você estava lindo e fiquei calada; me perdoa por todas as vezes que eu gritei com você; me perdoa por todas as vezes que eu quis brigar com você; me perdoa por ter feito você ter esperado tanto por mim; me perdoa por todas as vezes que eu reclamei dos seus joguinhos (poque você nunca reclamou das coisas fúteis que eu faço); me perdoa por te cobrar tanta coisa boba; me perdoa por todos os presentes que eu não te dei; me perdoa por todas as brincadeiras sem graça que eu fiz com você; me perdoa por não ter defendido você quando alguém  perto falava mal da melhor pessoa que eu conheço; me perdoa por já ter feito você voltar tarde pra casa; me perdoa por não te chamar de amor; me perdoa por ser tão grosseira; me perdoa por todas as vezes que eu te chamei de bobo; me perdoa por todas as vezes que você queria me beijar e eu não deixei; me perdoa por ter te deixado tão nervoso; me perdoa por não estar linda todo dia; me perdoa por eu não fazer um bilhetinho dizendo que te amo; me perdoa por todos os murrinhos cheios de força que eu te dei; me perdoa por todas as vezes que eu fiquei com pena de você; me perdoa por ter falado mal dos seus amigos; me perdoa por eu ser avoada; me perdoa por eu ter ficado olhando o tumblr enquanto você tava do meu lado; me perdoa pelas vezes que eu te ignorei; me perdoa por ter parado pra ouvir desabafos enquanto você estava doido pra ficar comigo; me perdoa por te fazer comprar bolinhos; me perdoa por te deixar esperando e chegar sempre atrasada; me perdoa por não saber cuidar de você direito. Me perdoa por eu não saber fazer você feliz como você me faz. Me perdoa por te amar demais [que é meu único defeito e qualidade]. Me perdoa, meu querido, mas é que eu sou assim, com um jeito meio estúpido, mas por você eu mudo. Só por você. Eu posso viver sem todas as pessoas que há no mundo, porque na realidade eu só preciso de Jesus, mas sem você eu não conseguiria, eu jamais saberia como é existir sem você (desaprendi).  Me perdoa pela colocação errada do pronome. Perdoe-me por todos os "perdões", mas eu preciso começar de novo. 
Tentar outra vez. Falhar outra vez. Falhar melhor
Com amor, B.  

Um comentário:

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