02 setembro 2011

Sobre sincronicidade e voltar no tempo.

O quão longe se pode chegar é a pergunta que se fazem todas as pessoas que buscam algo. Quanto mais adiante eu vou, percebo que minha sensação de bem-estar está no regressar e no re-sentir. Então, o que concluo é que prefiro escrever a estudar literatura e gramática; tirar as maiores notas da sala só me fazem cócegas no ego e o id, coitado, anda sendo continuamente cortado pelo super ego. 
Então, quando eu já havia perdido todas as vontades que me surgem em devaneios, eis que elas me aparecem de novo, só para não me deixar com a cabeça vazia, já que o que me ocupava antes não tem mais um espaço tão grande em mim. O que na infância fazia meu coração palpitar e meu corpo suar, agora me chama de amiga e eu gosto disso, gosto tanto que posso sentir as batidas um pouco mais rápidas.  Preciso comer pudim, andar na praia, falar de como eu gosto de estar e abraçar sem compromisso, mas cheia de alegria, abraçar para que as mãos encontrem-se de novo. Eu preciso mesmo é me encontrar, retomar as partes que deixei nos outros e tirei de mim, transformando meu corpo em uma caixinha, que Deus molda. Então isso já é muito, é muito. 
A Hellaíny me ligar no momento que eu to escrevendo isso? S-I-N-C-R-O-N-I-C-I-D-A-D-E! Melhor, ligou pra falar de uma coisa que eu já tinha guardado em um cantinho do consciente: T-E-A-T-R-O. Eu precisava lembrar disso, lembrar dela, lembrar de uma música antiga, de um cantor que me fez a cabeça na infância e pensar como eu gosto de ser eu. 
Lembrar de que não sei parar de ama, não sei fechar os olhos e esquecer, porque as coisas sempre voltam mesmo que eu vá embora com minhas próprias pernas. Mas permanecer onde estou quando penso na melhor amiga, na grande amiga. 

A vida escorregou entre as linhas das nossas mãos. Foi-se o destino. Foi-se o verbo, amor. Fizemos do nosso tempo um Futuro do Pretérito.
Nina Araújo  (araújo, de sincronia.)