segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Ato VI, Cena V - Ofélia


OFÉLIA — Aqui está rosmaninho, para lembrança. Não te esqueças de mim, querido. Estes amores-perfeitos são para o pensamento.
[...]
OFÉLIA — Para vós, funcho e aquiléia; arruda para vós, e um pouco para mim, também. Poderemos chamar-lhe erva da graça dos domingos, mas a vossa deverá ser usada de outro jeito. Eis aqui uma margarida. Quisera dar-vos algumas violetas, mas murcharam todas, quando meu pai morreu. Dizem que ele teve um fim muito bonito. (Canta) Para o doce pintarroxo é toda minha alegria!
LAERTES — À tristeza, à paixão, ao próprio inferno, a tudo ela dá graça e empresta encanto.
OFÉLIA (canta) — Nunca mais o veremos? Não mais retornará? Sumiu deste mundo; baixai para o fundo, que ele não voltará. Barba branca de neve, de linho a cabeleira. Já foi, sem parar; é inútil chorar; que no céu Deus o queira e a todas as almas cristãs, é o que eu rogo a Deus. Deus seja convosco! (Sai)
Shakespere

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