05 agosto 2011

Essa sou eu mesma.

As vezes eu escrevo.
Quase sempre eu escrevo pra tirar de mim aquele fardo que ficou, porque as palavras se mostram mágicas pra mim e eu aproveito isso.
Hoje o avô da minha melhor amiga morreu. Ela é uma das pessoas que eu mais amo e eu senti a dor dela junto, durante o dia todo; o pior é que eu não a vejo desde o mês passado. Está explicado o meu temperamento e comportamento alterado.
Eu me sinto tão boba por ter ouvido você falar comigo naquele tom, aquele tom que você fala com alguém quando quer repreendê-la. Eu me sinto a pior pessoa do mundo hoje, não só por causa disso, mas por muita coisa.
Eu me sinto estúpida por sempre falar alguma coisa que dê a impressão de que eu sou melhor que você. A verdade é que eu sou atriz. Eu sou atriz e atuo fora dos palcos. Toda hora.
Você não deve ter percebido isso ainda, mas se um dia você me amar vai até gostar da minha atuação: vai bater palma quando as cortinas se fecharem.
Eu não sou ignorante, nem inteligente, nem legal, nem engraçada, nem chata, nem com um peso normal, nem anoréxica, nem estúpida demais, nem leonina demais, nem amável, nem apaixonada, nem não apaixonada, nem viciada, nem.
Eu sou tão misteriosa que eu não entendo metade dos meus atos. e nem quero.
Esse texto não deveria ter letras maiúsculas e eu nem deveria me preucupar com a pontuação ou qualquer outra coisa, porque ele precisa de uma simplicidade tão extrema que essa coerência já estragou tudo.
Eu passei por tanta coisa pra poder sentar naquela cadeira que eu sento todo dia, e parece que as coisas não vão parar até eu parar de atuar.
E se eu não lembrar mais que é a Brunna-não-atriz?

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