sexta-feira, 22 de julho de 2011

Nós somos isso: 3. Somos isso também: 8. Somos isso: 2009. Somos acima de tudo isso: PBL. Bom, o J fica por minha conta.
Lembra do primeiro dia? Do primeiro abraço, não o primeiro cronologicamente, mas o primeiro que nos fez perceber o quanto o nosso lugar era ali: dentro do abraço. É no abraço, na palavra, no olhar, no sentir, no ser isso que a gente é. Somos combinação e sincronia, misturados com calma, devagar para não dar errado, mas com gosto de velocidade, com alvoroço, sem paciência.
Existe um filme em que o protagonista falsifica dinheiro e fica muito rico, não satisfeito ele rouba o carro forte, para pagar o ônibus de casa ele faz um jogo na loteria para trocar o dinheiro, ele então ganha na loteria. Com vocês eu me sinto assim: nunca é o bastante e quanto mais de vocês eu tenho mais eu preciso, é como comer e nunca se fartar, como amar e sempre sobrar espaço pra mais, bem assim.
Eu não canso de escrever para vós, para registrar em palavras leves e fortes isso que nós somos. Estamos na literatura, na música, no cinema, NO TEATRO!, em cada um, guardados como tesouro-mor, como o segredo sagrado que estará sacramentado e guardado para que não chegue aos ouvidos dos outros, para que os outros não nos tomem de nós memos. Porque os outros fariam tudo a seu modo, não ao nosso; os outros tomariam essa felicidade em tragadas rápidas e se fartariam rápido, pelo tanto que nós somos; mas nós sabemos da necessidade de ter calma, de saber esperar e se amigar com a saudade para que não andemos sós.
Com uma amiga chegamos a um tal ponto de simplicidade ou liberdade que às vezes eu telefono e ela responde: não estou com vontade de falar. Então digo até logo e vou fazer outra coisa.
Clarice Lispector.  

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