29 julho 2011

João Mendes

Tu não sabes que cá dentro bate uma máquina? Uma máquina já gasta, não pelo tempo, mas pela espera do tempo passar. Onde está suas respostas para vir lubrificar essa matéria estranha que habita aqui ao fundo e me faz viver, mas mais me faz querer morrer e pedir para jamais ter existido.
Se por um instante eu parar e não pensar é já como se quisesse pensar. És tão certo e incerto que essa diferença causa em mim uma dor tão forte que só suas palavras já lidas me fazem acalmar. Acalmar. A.Cal.Mar. Acal.Mar. Estuda as palavras para tu veres como o infinito está em mim, em minhas palavras e no meu nome grosseiro. E o concreto e real há em você. Nós seremos tão completos quando essa verdade se concertar. Quando nossas palavras se concatenarem juntas, ai então, eu irei sentir, de súbito, a força absurda e sólida absorver minha alma devagar e pedir para aproximar-me de ti. Então, por isso, quando tudo estiver concretizado e concatenado poderemos juntar nossas mãos e passar, pelas mãos, essa certeza que você tem e essa infinidade que eu tenho. Então ter já não será um mistério e o infinito será a certeza. E a certeza infinita.
É incrível isso. In.Crível.

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