segunda-feira, 25 de julho de 2011

Enzo

Se tão somente eu te contar meu sonho você já querer me ter em teus braços. É verdade.
Seria melhor ainda se eu tivesse alguma lembrança, vaga que seja, do meu sonho da noite passada. Não lembro, queria lembrar para te contar em segredo e você olharia para mim com um sorriso quase por sair e me falaria "eu não acredito". Você me chamaria de Lóri e eu não precisaria mais de sonho algum, nem precisaria realizá-los porque toda forma derivada de sonho, para mim, é impossivel. Você não, você é possível e essa possibilidade é o que eu busco incansavelmente.
Nós, o nosso nós ainda não aconteceu, mas eu acredito que quando acontecer você vai pedir para que nunca acabe e eu aceitarei facilmente, porque eu quero. Então, nos futuros seguintes você vai olhar para mim, não olhar exatamente, mas apenas observar vagamente, e me dizer "ninguém foi como nós fomos"! Eu fecharei os olhos para não que aquilo se eternize em minha mente ou para eu pensar que foi um sonho, mas para que a minha lágrima fria não role sobre meu rosto. Mas ela assim o fará e com sua mão você irá enxugá-la sorrindo.
Quantas milhões de vezes você irá dizer que me ama e eu ouvirei? Quantas vezes eu direi isso e você não ouvirá? Quanto tempo você demorará para pôr a mão em volta do meu pescoço, como se fosse quase me enforcar, e me puxará para perto aquecendo-me numa singularidade tão sublime.
Quantas vezes o relógio vai dançar para que eu torne a te ver?

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