terça-feira, 28 de junho de 2011

O trabalho.

O garoto sorriu satisfeito do que tinha conseguido fazer. Mais uma vez tocou a mão daquela que um dia o fez esforçar-se, e naquele toque sentiu o calor, sentiu um cocegar de leve no fundo da sua mão e sentiu a vida. 
Aqueles movimentos risonhos o deixava orgulhoso de seu trabalho, orgulhoso de saber que aquela pessoa que estava com as mãos entrelaçadas na sua, era justamente quem o traria mais outros trabalhos: o que significa mais êxitos e mais orgulho. 
Os índios sempre conseguiam fazer chuva depois da dança da chuva, não significa que há magia nela, mas a verdade é que ele não paravam de dançar enquanto a chuva não chegasse. As mães têm medo de deixar seus filhos naquele silêncio porque elas sabem que algo ruim está por vir, então ela prefere ouvir o barulho deles. Isso significa a explicação do seus trabalho: ele gostava de sofrer um pouco porque sabia que no fim estaria bem, além de perseverar até conseguir: não por esforço seu, mas porque a recompensa sempre vem para os que a buscam.
Mas esse trabalho foi diferente, ele sabia que esse com certeza não levaria a outros e ele poderia descansar a sua paz no peito caudaloso da certeza, das palavras que soaram lento e certo:
- Para sempre?
- Sim, para sempre. 
E sempre significa a eternidade que há entre um trabalho e o infinito.