07 maio 2011

Eu (não) necessito disto:

Eu cansei tanto.
Tanto das músicas calmas que escuto que talvez.
Talvez precise ouvir algo forte para me trazer força.
Força é o que eu tenho que ter.
Ter algo que me traga a certeza de que tudo é sólido.
Tudo o que é sólido pode derreter.
Pode derreter essa minha certeza parada de que a paixão dilacera as almas.
Almas não estão nos guiando e nosso corpo está se perdendo.
Perdendo tempo eu me desespero.
Desespero me causa uma angústia.
Angústia de não ter a resposta e pedir gritando por ela.
Por ela eu faria tudo, e faço. Fazê-lo-ei para concretizar.
Concretizar já não é de mim pois sou tão insólita quanto a saliva que derrete aquele doce.
Aquele doce já está tão azedo que já não há gosto algum.
Algum dia eu me apaixonei, assim, tão rapidamente que eu quase caí.
Caí por tropeçar, por colocarem os pés em minha frente e saberem que eu iria.
Iria para algum bom lugar se não houvesse angústia no peito já machucado.
Jamais provado.
Jamais tocado e nunca apaixonado.
Talvez não Sibéria, mas quem sabe um deserto. 

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