17 abril 2011

Uma caixa.

Quando se está triste deve-se ter cuidado. Não pelo fato de poder fazer algo indevido, mas porque os sentimentos estão à flor da pele. Aquela caixa, cheia de poeira e mofo, eu nunca tive a ousadia de ver outra vez; recordações boas e más estavam mergulhadas ali a alguns anos. Mas, como eu já mencionei, quando se está triste as emoções estão bem aparentes e não se pensa muito. Peguei a caixa e a abri com pressa, o que me esperava PODERIA ser muito bom. 
A primeira coisa vista foi um rolo grosso de papel: uma carta com alguns metros de comprimento, o que estava escrito ali eram coisas que eu devia ter me esquecido, mas não, não esqueci e lembrava muito bem de cada sorriso e de cada lágrima; coloquei a carta de lado. 
Depois apareceu as fotos, o que me fez tremer. Lembrar.
Eu não queria mais ver. Foi-se a tristeza e a felicidade tomou lugar.

2 comentários:

pablo disse...

talvez o que havia dentro da caixa eram lembranças de momentos que você tentou esquecer mas não consequiu por não ter como deixar de lado algo que mesmo que não pareça tenha se tornado parte obrigatoria da sua vida.

Brunna Barbosa disse...

@pablo,deve ser exatamente isso! comentário essencial o seu.