08 abril 2011

Foi, matemática.

O caminho da escola até me casa foi tranquilo, não houve interrupção alguma. Apesar de tudo ela estava cansada, o corpo sem sustento algum. Era o medo do amanhã.
Chegou em casa, jogou a bolsa sobre a mesa, tirou os sapatos... queria ficar sozinha. 
Estava mais perdida do que aquela nordestina ingênua que vira em um filme antigo. 
Andava falando coisas sem sentido, para os outros, para ela todas as coisas que dizia eram ótimas de se ouvir. 
Queria ser outra. Não sabia bem quem era esse 'outra', mas de que isso importava, sabia apenas que não estava  em um dos seus melhores dias. Não era o "eu" que ela queria.

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