M.i.a garota rebelde

Entrevista com a M.I.A:

REBEL GIRL

The daughter of a Tamil freedom fighter, M.I.A. is here to save us all.
por Todd Inoue. em 01 de maio de 2005

O melhor dessa entrevista é que ela é de 2005. Ela era alguém fazendo alguém que ninguém nunca tinha feito, sem muitas pretensões e da melhor maneira so-quero-me-divertir.

Ela fala que não sentia muita responsabilidade com relação a representatividade que tinha, mas que se viesse a ter iria lidar da melhor forma. É engraçado porque a primeira mixtape dela já parecia muito responsável, ela sempre passou uma mensagem, como se soubesse que era um porta voz. E hoje nem se fala, ela reconhece sua responsabilidade e é mais ativista que cantora.

A Mia novinha era bem diferente, mas com a mesma essência. deve ser uma característica forte das pessoas que têm personalidade e sabem o que querem fazer. Hoje ela é alguém que posta bastante no instagram, mas as fotos não são como nos estamos acostumados a ver. E nessa entrevista ela fala que por se mudar tanto acabou deixando de dar importancia a objetos, fotografias e coisas materiais. Isso me lembrou de uma foto da mae dela que ela postou no instagram uma vez. Na foto a mãe dela eh igual a ela e so o olhar dela diz muito. Então gostaria de saber se ela mudou de ideia.

Melissas viciam

Quando eu estava no colégio todas as meninas tinham Melissa. Elas colecionavam, sabiam de todos os lançamentos (mesmo na época em que não tinha loja própria, nem instagram). Ainda tinha o efeito raridade, porque quando mudava a coleção, as sandálias antigas só vendiam na internet, e elas viravam colecionadoras. Que coisa exclusiva. Eu queria muito uma Melissa, meu deus... como eu queria fazer parte desse clube.

Passei a comprar depois que comecei a trabalhar, e acho que poderia ter comprado mais. Vendo os catálagos da Melissa dá vontade de ter todas, de comprar todos os modelos que eu sei que usaria no trabalho, pra ir bem alí, pra passear, pra praia, pra ficar em casa... mesmo dando chulé e calo. Reclamo muito que aqui tem poucas lojas que vendem roupas/sapatos com design mais autêntico, com uma apelo mais artístico do que capitalista, como as grifes. Acredito que a Melissa é a loja que chega mais perto desse universo de sapatos autênticos, que desafiam e inovam o ato de se vestir.

Depois que conheci as Melisseiras de verdade eu fiquei encantada por esse universo. Até porque eu amo colecionadores, são pessoas muito especiais. Mas não quero ser uma colecionadora, porque não acho que esse consumo maluco faz sentido, mas só de conhecer, saber os nomes, estar por dentro das novidades e ver os modelos raros e antigos já me deixa super feliz. Até que fiquei ponderando se seria normal e saudável eu ter só sapatos da Melissa daqui pra frente. Querendo ou não, dá até pra dizer que eu tenho uma mini coleção, de quatro modelos. Se eu não tivesse me desfeitos das que eu comprei ao longo do tempo, eu teria muito mais.

Jean + Jason Wu - Mashup (s/s'17)

Essa é a mais antiga, da coleção Mashup, da primavera/verão de 2017. Essa foi, aparentemente, uma das primeiras coleções a questionar as regras do tempo, tendências e gênero. Esse modelo do Jason Wu parece mesmo quebrar barreiras do tempo, com um estilo antiguinho e clássico de vovó, mas com um design muito moderno e funcional. Aliás, nessa época estava surgindo na moda a tendência da funcionalidade, e a volta do estilo dos anos 90 e 80.

Esse modelo foi um desapego de uma parente (e não entendo, hoje, como alguém pode dar uma Melissa assim tão linda). Nunca tinha usado sapatos nude, mas decidi dar uma chance já que ela foi de graça, e usei pra trabalhar. É realmente o sapato querido e amado, confortável demais e super autêntico. Nunca mais trabalho de sandalhinha.

Kazakova - Mapping (s/s'18)

Ganhei essa de aniversário, lembro que foi super cara, mas meu namorado e minha sogra se dividiram pra me dar. Eu não era ligada nas coleções, então não tive paciência pra olhar outros modelos na loja. Dei de cara com o sapato de boneca e pronto, queria aquele e só. Eu me arrependi logo em seguida, porque ele é muito pesado e suava muito, acabei sem usar. Pensei até em dar pra alguém, mas teve um dia que usei pra um aniversário e ficou todo mundo pirando no meu sapatinho de boneca, daí eu passei a amá-lo.

Ele é da coleção Mapping, da primavera/verão de 2018, que tem uma proposta sensacional de fazer as pessoas se movimentarem e viver as cidades. Ano passado eu vi muito essa ideia de sapatos baixos bons para caminhar aparecendo nas passarelas, e achei a minha cara, porque eu faço parte do clube de "caminhar é um ato revolucionário". A ideia da coleção é sensacional, é de arrepiar, fala de pessoas e de encontros... Me faz ter orgulho de comprar algo da marca. É um marketing genial.

Mar Sandal - Open Vibes (a/w'18)

Eu precisava de uma sandália básica, baixa, confortável e resistente pra eu usar com minha farda do trabalho e ir a pé do trabalho pra faculdade. Eu vou a pé pro trabalho, caminho muito dentro da faculdade, e não queria ter que usar Havaianas só por causa do conforto e ficar ridícula.

E sabia que a Melissa iria atender às minhas expectativas, e como um milagre dei de cara com a Mar Sandal, da coleção Open Vibes, do outorno/inverno de 2018. Que sandália guerreira. Eu uso ela pra TODAS as ocasiões, realmente, porque dá pra caçar e tirar fácil, ela é fofinha e combina com tudo. E o design dela é tão bonito... Eu até pensei que deveria ter comprado uma Zaxy, que era parecida e bem mais barata, mas estou satisfeita com a Mar porque o design dela é muito lindo.

Femme High - Preview s/s 19

Vi a Femme High no instagram, enlouqueci, e guardei na minha listinha de "quem sabe um dia". No natal, eu acabei ganhando Melissa de presente e escolhi direto na Femme High. Que sandália maravilhosa, que fofura. Sinto como se eu estivesse usando Prada. Depois dela eu fiquei com vontade de limpar todas os meus sapatinhos e guardá-los com muito carinho.





Agora percebi que só tenho Melissas pretas. A única colorida não fui eu que comprei. Acho que vou tentar sair do básico na próxima.
Não tenho pretensão de ter uma coleção, mas todas as sandálias que eu tiver, sem dúvidas, serão muito queridas, como itens de coleção.

Watchlist de dezembro

  • The Lobster, dir. Yorgos Lanthimos, 2015 (Tele Cine)
  • The Ballad of Buster Scruggs, dir. Irmão Coen, 2018 (Netflix)
  • Alice in Wonderland, dir. Disney (são muitos nomes), 1951 (Net Now)
  • Mean Girls, dir. Mark Waters, 2004 (Tele Cine)
  • Mary Popins Returns, dir. Rob Marshall, 2018 (Del Paseo)
  • Bird Box, dir. Susanne Bier, 2018 (Netflix, duh)
  • The Women (Mulheres: O Sexo Forte), dir. Diane English, 2008
  • Everything, Everything (Tudo e Todas as Coisas), dir. Stella Meghie, 2017 (Tele Cine)
  • Scary Movie (Todo Mundo em Pânico), dir. Keenen Ivory Wayans, 2000 (Netflix)
  • Dois caras legais, dir. Shane Black, 2016 (Netflix) 
  • Murder by Numbers (Cálculo Mortal), dir. Barbet Schroeder, 2002 (Max)
  • Matilda, dir. Danny DeVito, 1997 (Megapix)
  • O retorno da múmia, dir. Stephen Sommers, 2001 (FX)
  • Alguém como você, dir. Tony Goldwyn, 2001 (Tele Cine Play)
  • Um dia de fúria, dir. Joel Schumacher, 1993 (Max Prime)
  • No men beyond this point, dir. Mark Sawers, 2015 (HBO)
  • Maudie, dir. Aisling Walsh, 2016 (HBO)
  • Fragmentado, dir.  M. Night Shyamalan, 2017 (Tele Cine)
  • A morte te dá parabens, dir. Christopher B. Landon, 2017 (Tele Cine)
  • O conde de Monte Cristo, dir. Kevin Reynolds, 2002 (HBO)
  • Atração Fatal, dir. Adrian Lyne, 1987 (Paramount)
  • Ingrid Goes West, dir. Matt Spicer, 2017 (Net Now)
Infelizmente, não vou saber quais filmes vi antes, mas adoraria poder ter registrado. 

Tudo o que eu comprei na promoção da Zara Home

Não sou boa em fzer dinheiro render, mas acho que esse mês eu me superei. Comprei várias coisas que eu queria, aproveitei as promoções e ainda to no lucro (um pouco). A Zara Home entrou na melhor liquidação do ano e eu estava lá: comprando os lençóis dos meus sonhos.

Eu era doida pra ter uma colcha tamanho queen, uma almofada fofíssima e guardanapos pra deixar as refeições mais bonitas. Tire a sorte grande !!!!

Se eu tivesse comprado tudo fora da promoção, teria pago R$599,60. Ha ha ha, quem diria que eu estaria dormindo com uma almofada de R$140,00. Mas na promoção eu paguei por tudo R$289,60 (aí eu dividi com o Arthur e ficou bem barato. Quer dizer queridos, eu comprei tudo isso (e poderia ter comprado mais) por um preço mais barato que o de uma única colcha. Sucesso, sucesso total!

Capa de almofada de tecido com efeito de pelo curto muito suave e agradável ao tato. Ideal para combinar com outros modelos e estampados. De R$139,90 por R$69,90.
Colcha de algodão, confecionada em tecido com efeito de waffle pequeno. De R$299,90 por R$149,90.
Guardanapo de fio tingido bicolor com quadrados vichy. De R$29,90, por R$19,90
Lençol de baixo de algodão de percal de 180 fios de cor lisa. Ideal para combinar com outros modelos. De R$129,90 por R$49,90.








É claro que a partir de hoje vou guardar uma grana pra gastar nas promoções da Zara Home, essa loja querida

Zaxy e Melissa são as melhores primas amigas

Ano passado comprei um Melissa pra trabalhar, uma que aguentasse muitas caminhadas para a faculdade. Foi super cara, tipo, mais de 100,00, mas fiquei super satisfeita porque eu sabia que tinha comprado algo maravilhoso. Eis que logo em seguida vejo que a Zaxy tem uma sandália igualzinha, por um preço super no estilo da trabalhadora aqui. Tudo bem que o material pode ser inferior, que o design não seja tão lindo, e que não seja Melissa, mas ela teria quase o mesmo resultado.

Enfim, a Zaxy sempre lança umas sandálias maravilhosas também, e nós que gostamos de Melissa costumamos menosprezar, porque é como se a Melissa fosse uma mina mais bacana.

Decidi olhar o site da Zaxy e ver qual era o rolê que tinha lá e fiquei impressionada, porque é tudo super fofo e bem feito, com um design lindo e mega funcional. É realmente uma sandália que eu vejo as pessoas usando na minha cidade. Não tenho nada contra, ainda mais pelo preço. E ainda mais porque ela é a prima gente boa e relax da Melissa. Eu acho.

Mas o que realmente ganhou meu coração foi a Zaxy Session Salto. Esse saltinho redondo é maravilhoso, as tirinhas gordinhas são lindas e essa sandália é tão anos 90! É bem minimalista e fofinha. Essa é uma diferença crucial entre a Melissa e a Zaxy, porque se uma tem um design super diferentão, autêntico e mais elaborado, a outra é mais básica e comum. Sem contar a diferença de peso. Melissa é um mulherão.

Como é novidade, a sandália ainda custa uns 100,00, vou esperar um pouco pra ver se compro, mas quero muito <3 Até lá to aqui curtindo com minha maravilhosa Femme High.

Pra ser sincera... eu sou bem louca.

Até o vigésimo dia das minhas férias eu estive fazendo as bobagens que eu queria fazer, por isso postei muito. Depois eu embarcei em um tremendo Konmari e até que diminuí a bagunça do meu quarto. Agora eu e o Arthur temos um pilha ENORME de coisas pra vender no Enjoei, já que essa foi a ideia que tivemos pra dar destino às coisas que não gostávamos.

Fiquei me perguntando: será que nunca gostei dessas coisas, ou elas perderam o sentido na minha vida? Se a gente faz isso até com as pessoas, imagina com os objetos. Eu não tenho muitas fotos de antes e depois, porque acho que meu quarto ainda não está pronto. Fico me perguntando a necessidade de nós criarmos um lar decorado pra vivermos, já que estamos sempre de passagem.

Escolhendo as cores do quartinho

Meu quarto tem móveis de madeira clara. A janela tem a "moldura" preta, e a parede é branco-gelo. De vez em quando fico tentando decorar ele pra que fique mais agradável aos olhos, e ao espírito, como se isso fosse resolver algum problema na minha vida, e descobri que a combinação das cores é um dos elementos mais importantes que os designers pensam na hora de montar aqueles ambientes de pinterest que nos faz sentir no céu. Ou aqueles apartamentos decorados de prédios em contrução. Decidi usar esses programas que geram paletas pra escolher a ideal pra mim. Aqui estão:


As roupas me enlouquecem

Hoje de tarde eu precisei sair pra um lugar quente, em que eu iria andar bastante, e eu precisa ir razoavelmente bem vestida. Não consegui encontrar roupa nenhuma. Era um desastre sem tamanho. O que parecia combinar, não cabia em mim, e o que cabia em mim ficava ridículo, ou não me vestia muito bem.

Acredito que, como tenho poucas roupas, o meu armário-cápsula não está funcionando muito bem. As peças parecem ter sido compradas por pessoas completamente diferentes e nenhuma delas parece ter sido feitas pra mim. Isso me irrita, porque a maioria das minhas roupas eu ganhei, e isso me dá vontade de me livrar de todas elas, porque todas elas foram feitas pra outras pessoas, que as renegaram e deram pra mim.

Muitas das minhas roupas, mesmo as que eu comprei, são da época em que eu vestia 38, ou até 36. e hoje eu mal visto 40. Eu visto 42. Não estou reclamando do meu peso, estou reclamando das minhas roupas. Tudo bem, reclamei do meu peso por um tempo, mas algumas pessoas queridas olham pra mim com tanta satisfação e admiração, dizendo que eu estou na minha melhor forma, que não consigo me sentir mal com meu corpo. Só que quando visto algumas roupas, tento certeza que eu sou o Marcus, de White Chicks. "Essa roupa não respeita meu corpo!" E não é só o tamanho, mas o caimento. Imagino que quando as roupas eram feitas sob medida ninguém tinha esse problema, porque embora haja uma média entre o tamanho dos braços, do busto, da cintura e tudo mais, as pessoas não são iguais e o tamanho "médio" nem sempre está correto. Quero dizer que as roupas que eu tenho não ficam bem em mim.

Se eu pudesse fazer uma consultoria de estilo, com certeza o stylist diria: "você quase não tem roupa!", e eu responderia que "já estou tão decepcionada com as que eu tenho, que não tenho paciência pra trazer novas pra minha vida". Então não basta eu pensar como a Marie, que quer que use apenas o que me traz alegria, porque tem tanta coisa que me faz feliz e não me cai bem. Ao invés de ter pessoas explicando como tiraram o excesso de roupas da vida, gostaria de ver pessoas que souberam fazer o melhor que podiam, criativamente, para vestirem bem o que já tinham. Sei que isso existe, aos montes, preciso mesmo dar uma pesquisada.

As coisas estão contra-mim

Eu jurei que nessas férias eu ia organizar meu armário, minhas gavetas, meus livros e revistas. Até agora não fiz nada disso, a única ideia que me aparece é minimalista: Jogue tudo fora e comece do zero. Óbvio que não vou fazer isso, porque tenho muita coisa (inútil) que me traz alegria. A grande questão é: onde eu vou guardar o que me traz alegria? A Marie não me explica isso muito bem. O problema da bagunça é que eu sempre acho que tem algo errado comigo, e que a organização vai me fazer solucionar esse problema.

Será que eu deveria fazer uma análise do interior, e do modo que eu tenho vivido, pra poder reorganizar minha cabeça e depois arrumar meu quarto?

On the Set of New York - Um site com a identificação dos locais de filmagens dos filmes feitos em Nova York. Eu sou fã oficial dos filmes feito lá, e sempre procuro indicações. Esse site, definitivamente, vai ser meu guia.

Depois de tantos caderninhos...

Eu decidi escolher o mais antigo pra continuar o diário. Sou muito preguiçosa pra escrever, e gosto mais de digitar aqui, porque é tão rápido. O diário serviria, então, pra eu escrever o que não dá pra colocar num blog e todo mundo ver, tipo assuntos ímtimos demais ou loucuras que acontecem entre mim e as pessoas. Ontem foi legal escrever, mas hoje comecei e fiquei pensando: mas eu vou ficar escrevendo sobre coisas ruins??!!! Não sei... embora pareça algo racional, que ajude a pensar sobre o que está acontecendo e assim achar soluções, eu acho uma perda de tempo enorme. Se eu estiver falando de alguém, pior, porque eu fico só nutrindo a raiva pela pessoa e não chego a canto nenhum. E se no futuro eu fosse olhar meu diário de novo ia pensar "nossa, olha como fulano era um bosta". Claro que não é só de coisas boas que as pessoas são feitas, mas prefiro evitar ressentimentos. Não vou mais escrever em diarinhos, eu acho.

Todos os caderninhos

A quantidade de vídeos, ou posts em blogs, dando dicas de como preencher cadernos sempre me fez pensar que as pessoas estão tão fissuradas em comprar caderninhos lindos sem motivo algum, que ela precisam de ideias extremamente criativas pra usá-los. Isso é maluco.

Ok. Eu tenho muitos cadernos que não são usados pra nada, e eu continuo ganhando/comprando mais. Eu amo cadernos, amo diarinhos e agendas, acho a coisa mais fofa, mas é totalmente desanimador olhar pra todos eles e ver que foram comprados com tanto carinho, mas que agora não servem pra nada e só me deixam agoniada quando vou arrumar as gavetas e penso "aaaaahhh onde vou guardar esse tanto de caderno inútil?!". Não quero buscar as dicas de como usá-los, porque comprei quase todos com a intenção de fazer diários, ou agendas, e quero poder fazer isso.

Aqui vai uma lista de todos os meus caderninhos e como os coitados foram parar no fundo das gavetas esquecidas.

Comprei esse em 2014 e está quase no final. No começo eu escrevia longas cartas de amor, depois fiz de diarinho, depois fiz colagens de moda, depois usei de sketchbook pra desenhar. Esse é o único que foi mais usado, porque sempre que tenho alguma ideia "artística" eu coloco nele.

Ganhei esse de aniversário, não lembro exatamente quando, mas usei muito pouco porque uso mais o Sketchbook. Ele tem um lado com linhas, para poesias, eu acho, e uma lado em branco para desenhos. Não sou muito de escrever poesias, nem de fazer desenhos, então usei ele pra fazer colagens. Mas só fiz isso umas duas vezes e depois continuei usando o que eu já tinha.

Comprei essa fofura pra usar como o diarinho mais fofo da adolescência. Escrevi por apenas um mês, achei meio ruim que é muito pequeno e um único dia fica em várias páginas, e não dá pra eu colar muitas imagens. Ele também tem cheirinho, o que é super agoniante e me deixa enjoada. Eu decidi voltar a escrever nele, porque apesar disso tudo ele é muito fofo e miudinho.

Essa mini mini agendinha foi comprada para fazer listinhas, de ideias, compras, músicas, filmes, coisas que gosto e o que mais me vier na cabeça e eu não posso esquecer. Por um tempo ela foi minha agendinha principal e eu até colei essas fotos da Audrey, de Twin Peaks, porque eu amava o estilo dela. Ela sempre anda na minha bolsa e não tem uma "finalidade" específica, acho que por isso é bastante usada.

Essa foi um presente. É maravilhosa porque ela tem um bolsinho atrás, e a folha dela é meio diferente. Comecei usando pra fazer um diarinho, mas terminei fazendo bullet journal que me ajudou muito no mês que eu usei, mas não continuei. Acho que ele é melhor usado como agenda mesmo, por causa do bolsinho atrás e do tamanho que cabe em qualquer bolsa.

Um dia tava na faculdade louca pra falar do meu dia, e comprei esse caderninho pra usar como diário. Escrevi tudo o que eu queria, durante pouco mais de um mês. Depois que parei eu não escrevi mais nada, porque foi bem na época que eu e o Arthur demos um tempo e o caderno ficou na casa dele. Hoje quando eu releio e vejo como era nossa relação, gosto de ver como evoluímos e agora nos tratamos muito melhor. Isso me motiva a continuar escrevendo diários sinceros.

Ganhei do Arthur, ele comprou em uma feirinha colaborativa há muito tempo. As folhas são super grossas, provavelmente pra fazer aquarela e outras pinturas. Estou esperando os outros sketchbooks que eu tenho acabarem pra usá-lo com pinturas. Comecei a escrever algumas citações do Kanye West, mas como se vê não prossegui com o projeto. Ele continua guardado.

Esse caderno eu peguei do meu irmão, que estuda em escola pública e tem um monte desses. Não entendo por que ele ainda recebe, se sempre compra caderninhos com capas que ele gosta, e nunca usa esses. Eu peguei com a ideia de usar na faculdade, mas cadernos brochura não cabem na minha carteira. Depois tive a ideia de usar pra fazer listas de filmes, mas não tive paciência de ficar horas escrevendo algo que posso simplesmente digitar em minutos. Ele está sem perspectiva, coitado.

Esse Filofax era um dos meus grandes sonhos, porque posso trocar as folhinhas, mudá-las de lugar, usar como carteira e tal. Encontrei nas coisas que minha sogra ia jogar fora depois do festival da organização dela, então achei que era um tesouro direto dos anos 90, porque ela guarda muita coisa antiga. Acho que não vou usar muito, porque vou ter pena de estragar essas folhinhas e é muito pequena pra escrever.

Ganhei esse da irmã do Arthur. Achei fofo, mas já tenho tantos cadernos, preciso de mais um?? É por isso que nem sempre gosto de ganhar presentes, porque dificilmente são coisas que realmente precisamos, e normalmente fica só acumulando mais. Tentei usar pra fazer lista de filmes também, mas achei que não ficou legal, e que dá muito trabalho. Ainda bem que não fui eu que comprei e não preciso carregar o peso de "sua maluca pare de gastar dinheiro com futilidades!"

Esse foi o último que comprei. Foi 12,00 em uma promoção da Black Friday, e achei a maior pechincha, porque ele é coreano e tudo mais, e tem esse design maravilhoso de lindo. Por dentro ele é dividido ao meio, e tem os pontinhos pra fazer linhas super retas, como em um bullet journal. Não tenho a menor ideia do que fazer com ele, comprei totalmente por impulso. Acho que vou dar de presente, mas não sei pra quem, então ele vai continuar guardado.

Minhas gavetas ficam tão bagunçadas que tenho vontade de jogar todos fora. E ainda tenho muito mais na casa da minha mãe. Também me incomoda a quantidade de coisa que consumo desenfreadamente, isso me distancia muito do consumo consciente que precisamos ter. Acho que vou parar de comprar agendas, caderninhos e ficar apenas com os que eu ganhar de presente. Quem sabe eu consiga.

Um dia solitário

Quando acordei o Arthur estava se arrumando pra ir trabalhar, tava a maior chuva, o melhor clima pra ficar dormindo. Merendei banana com leite, porque não queria perder tempo fazendo comida demorada, já que tava o maior clima pra ficar descansando no friozinho. Assisti um filme, fiquei no computador, assisti outro filme, fiquei sem saber o que fazer no computador. Almocei, mexi no computador. Mexi nas minhas revistas, vi outro filme, pensei em bordar, comi panetone. Fiquei deitada vendo tv e quase tive um surto por ficar tanto tempo em casa e sozinha.

O que me deixou mais agoniada foi pensar que eu sempre quero tempo livre pra fazer várias coisas, mas esse momento chegou e eu não queria nem sabia fazer nada. Se só o tédio já é suficiente pra colocar seu corpo super pra baixo e te impedir de fazer qualquer coisa, te deixando com raiva até por ficar deitada, imagina uma depressão como não é devastadora.

O que me animou foi ir pra "confraternização" da melhor turma desse semestre. A turma tem 6 pessoas matriculadas, mas só iam três, o monitor e uma aluna de outra faculdade que ia pra revisar o conteúdo. O professor é um desembargador, que foi juiz por uns vinte anos, super inteligente, fora da curva, genial, maravilhoso, lindíssimo. Foi um pouco vergonhoso ir pra faculdade só pra comer bolo e salgadinho, e aí ele começou pedindo pra que a gente falasse um pouco sobre o semestre, o que foi mais vergonhoso ainda. Mas falamos, abrimos nosso coração <3 é um professor muito amado e querido, muito inteligente e genial que poderia dar todas as matérias, mas não dá.

Engraçado que quando eu cheguei em casa fui maluquinha mexer no computador, como se não tivesse feito isso há seculos. De qualquer forma, vou aproveitar que já estou com as Rookies e não apenas ler cada uma religiosamente, mas também ter várias dicas de como sobreviver a um dia sozinha e na chuva. 

Agendinha no One Note

Sempre que começo a usar uma agendinha e com pouco tempo de uso eu a abandono, prometo que não vou mais gastar dinheiro e esforço em planejamentos, bullets e o que quer que seja. Porém, é nesse período de negação que eu me desorganizo, não anoto ideias legais e esqueço as datas das provas. É nesse período que eu também crio um novo "método".

O método desse final de ano foi o One Note. Meu celular é um Windows Phone e o aplicativo dele é bem simples, rápido de abrir, conectado com a nuvem e funciona offline. Eu coloquei um calendário, datas da faculdade, tarefas da faculdade pra fazer, lista de compras, lista de ideias e qualquer lista que surgisse na minha mente e eu precisasse "guardar". Eu adorei, porque sempre fico com o celular e ele estava sempre disponível, e sou mais de digitar do que de escrever.

  

Achei fofíssimo! E como dá pra ver, fiz várias das tarefas. Sempre que vinha algo na minha mente e eu não queria esquecer, dava pra anotar. Ano que vem vou tentar manter uma agenda de papel mesmo, mais nesse estilo, meio bullet. O caderno pode ser esquecido depois, mas vou ter mais tranquilidade de andar com ele do que com o celular, que na minha cidade violenta pouco sai de casa. Também vi a agenda da Victória e achei maravilhosa! Fiquei com tanta inveja. 

Acho que a gente tem que ter um lugar pra anotar datas importantes, mas um lugar pra anotarmos as milhões de ideias que surgem pra gente... ah! Isso é tão necessário, manter um diarinho em formato de agenda é ótimo porque quando a gente cresce a gente olha tudo de novo e não esquece de quem se é. 


A leitura que mantém minha mente em paz

O vídeo mais recente da Ariel Bissett - reading the beginning of animal farm to you because we both need it - é interessante e bem inspirador. Não achei que fosse gostar, porque pensei que não teria  graça alguma em ver alguém lendo um livro. A voz dela, como a Victória disse, é muito boa de se ouvir, ela tem uma pronúncia compreensível, própria dos canadenses, que torna a leitura uma espécie de conversa. Fiquei ouvindo a leitura dela enquanto escrevia o post anterior, e era como se ela estivesse me contando a história, quer dizer, ela lê tão bem e de uma maneira tão cheia de emoções e expressões que eu tinha certeza que ela presenciou tudo e estava só me contando como foi.

Algo que me chamou atenção, foi que ela leu sem parar por vinte minutos. Alguém que lê muito, como ela, com certeza devora muito mais desse livro no mesmo período de tempo, mas perceber que ela leu coisas tão interessantes, em tão pouco tempo, avançando na história, me motivou a colocar um cronômetro de vinte minutos, ir pra varanda (onde tem ar puro e barulho da rua) e ler A História Secreta em voz alta. Fiquei com vergonha no começo, porque o Arthur ia ficar me ouvindo, e minha leitura não é linda como a da Ariel. Em poucos parágrafos eu já estava me habituando.

Tantas informações preciosas em tão pouco tempo! Tantas ideias fantásticas na mente da Donna Tartt, que eu fiquei conhecendo em poucas páginas. Em vinte minutos entrei mais no universo do protagonista, menos distante de saber qual é a história secreta. Passaram os vinte minutos e eu adiei por mais dez, e depois quis adiar mais uma vez, mas achei melhor parar, para que não ficasse cansativo.

Hoje eu assisti Matilda, e tem uma cena em que o narrador fala: "O intelecto de Matilda continuou a crescer, alimentado pelas vozes de autores que lançaram livros ao mundo como se lançam navios ao mar. As mensagens nos livros reconfortaram Matilda: afinal, ela não estava sozinha". Achei isso tão fantástico! Os livros devem ser o meio mais antigo de escapar desse mundo cruel. Acho que mensagens como essa, em filmes infantis, ficam em nossos corações de alguma maneira. Me senti meio envergonhada por ler menos do que poderia, olhando pra quantidade de livros que comprei e ainda não li, que tentei bolar alguma maneira de me fazer ler mais. E essa "ideia" da Ariel foi genial.

Meu próximo projeto é tentar usar o mesmo método para livros da faculdade, porque sabendo que vou ler por apenas vinte minutos, não vai ser tão massante, e sei que ler em voz alta me fará manter a mente no livro e não vou terminar o parágrafo pensando em Meninas Malvadas, como sempre acontece. You go girl!