terça-feira, maio 14, 2019

Playlist

Apesar do meu preconceito com a Melina por ela ser uma menininha de trinta anos, ela é uam das brasileiras mais princesinhas na web. Além de admirar sua vida cheia de coisas perfeitas, aconchegantes e bonitas, admiro também o fato de ela ter conseguido definir um estilo pra si mesma, que com o passar dos anos permanece o mesmo e isso é traço de quem tem muita identidade e sabe muito de si. Quem me dera. Tenho certeza disso, porque estava querendo ouvir músicas fofinhas, calmantes e femininas (que nem aquelas de 2011 no Stereomood) e eu tinha certeza que encontraria a playlist exata pra esse mood no Spotify dela. Porque ela tem estilo, ela é esse tipo de garota tumblr de 2011 que gostava de coisas vintage e delicadas.

Essa playlist é maravilhosa!!!

Ukelele, de Melina Souza (jan.2018) 1h.
  1. Riptide - Vance Joy
  2. Moonlight - Grace VanderWaal
  3. Just you and me - Zee Avi
  4. You and I - Ingrid Michaelson
  5. I'm yours - Jason Mraz
  6. Ukelele song - Jackal & The Wind
  7. I do adore - Mindy Gledhill
  8. Bitter Heart - Zee Avi
  9. No christmas for me - Zee Avi
  10. Poppy - Aee Avi
  11. Would you be so kind - Dodie
  12. In the middle - Dodie
  13. Little talks - Julia Sheer, Jon D
  14. Happy - Never shout never
  15. You are my favorite - Sophie Madeleine
  16. Flapper Girl - The Lumineers
  17. Ho hey - The Lumineers
  18. Take your love with me - Sophie Madeleine
  19. Tonight you belong to me - Eddie Vedder, Cat Power
  20. Lemonade - Jeremy Passion
  21. Pillow talk - Wild child
  22. The cave - Mumford & sons
  23. Luky - Jason Mraz
  24. The way I am - Ingrid Michaelson
  25. New soul - Yael Naim

domingo, maio 05, 2019

resolvi fazer uma lista dos meus livros e encontrei alguns abandonados

Pretendo guardar alguns deles pra sempre. Outros eu guardo porque ainda quero muito conseguir ler. Outros eu comprei por impulso ou alguém esqueceu comigo e nunca mais vou devolver. Essa última categoria acabou entrando para duas novas listas:
1- livros que eu deveria me esforçar pra ler antes de virarem:
2- livros que vou vender no sebo

São os seguintes

Me dói um pouco não ter conseguido ler alguns, como o da História Secreta e o do Drummond, porque foram caros e super estimados pela turma. Só que não consegui progredir na leitura, mesmo que eu tenha tentado bastante. Fico triste de saber que não vou recuperar o dinheiro que gastei, mas tudo bem, ninguém chora pelo leite derramado.

A maioria eu realmente comprei por impulso e não li. A rainha da fofoca por exemplo, comprei porque significa muito, foi o primeiro livro grande que li e gostei muito na época. Mas definitivamente não é mais meu estilo. Enfim, não será um sofrimento vendê-los pro sebo. Eu pensei em oferecer no facebook ou em algum canto assim, mas não vou ter paciência pra isso. Mas se você estiver lendo isso e quiser algum, sabe que pode pedir e vai ganhar de presente.

Ah! ia esquecendo, vou tentar ler pelo menos um capítulo de cada um e ver se mudo de ideia. Estou torcendo que sim.

terça-feira, abril 09, 2019

Revisitando Devil Wears Prada

Existe algo muito especial em rever filmes. Se for um filme que eu vi quando era pequena é melhor ainda, porque eu consigo enteder várias coisas que a baby-bru não sabia interpretar ainda.

Rever Diabo Veste Prada foi maravilhoso, porque:
1- O Kanye faz referência pro filme em Devil in a New Dress e Can't Tell Me Nothing
2 - Hoje eu entendo muito mais de moda, conheço os estilistas e um pouco de como o mundo da moda de luxo funciona, então indetifico melhor as referências
3 - Eu AMO Nova York e os filme de mulheres poderosas e livres que são feitos lá
4 - Na época que assisti pela primeira vez, eu não fazia ideia de quem era a Anna Wintour.

Além da minha nova visão sobre a história, o resto do mundo também o reinterpretou. Nesse vídeo da Natália Milano ela fala que conforme a sociedade mudou da época do lançamento pra hoje, as pessoas veem a história de um jeito totalmente novo. Eu também. Acho a Miranda uma super mulher, realmente admirável. Acho o namorado da Andy um idiota! Que cara estúpido! Durante décadas as mulheres ficaram em casa vendo o marido ter ascenção profissional, e quando é o contrário, nesse filme, o namorado dela fica chateadinho. Me poupe, que falta de companheirismo.

Outra coisa que percebi só agora, é o ideal de mulher rica, bem vestida e bem sucedida que é apresentado. Não vou nem entrar no detalhe de que são todas brancas, magras, jovens e modelos. O que me chama atenção é que o ideal de mulher, que a Andy não é, mas deveria ser, é representado por meio das coisas que elas possuem. São as roupas, as casas, as comidas... O ápice da vida de uma mulher é se vestir com grife. Nem a Andy, que é o oposto disso, é apresentada como uma mulher inteligente, ela só faz aquilo que se espera de uma mulher: ficar calada ao ser humilhada e tentar superar sozinha. Argh. A única mulher inteligente é a Miranda, mas ela não é considerada um "modelo" a ser seguido. isso me deixa indignada.
Mesmo assim eu amo o filme, mas só por causa da Miranda. E de Nova York.

A Miranda fica o tempo inteiro se perguntando se todo mundo está maluco, porque ela está em um nível soperior da racionalidade. Mulherão.

sexta-feira, abril 05, 2019

AmoraMora

Quantas dúvidas eu tenho sobre a Amora ser o maior sucesso no mundo da moda? Nenhuma.





domingo, março 31, 2019

Roupa de trabalho

well well well... Estou postando aqui quase a força... Achei que esse dia nunca fosse chegar, porque em geral tudo o que eu penso é em escrever no blog. Dessa vez eu quero realmente compartilhar e registrar esse achado especial.

Sempre que vou nas Livrarias, vou direto pra seção de moda. E sempre que eu vou na seção de moda da Cultura, dou uma olhada em um livro velho que tem lá que se chama Workwear: Work Fashion Seduction, de Oliviero Toscani (2009). Todas as vezes eu acho que é sobre terninhos, roupa social de escritório, roupas de advogados ou coisas assim, porque é o que me interessa. Me decepciono sempre porque o livro na verdade mostra roupas de todos os tipos de trabalho: de marinheiros, engenheiros, eletricistas... Todas essa roupas que são bem feias porque servem apenas pra proteger. Por isso eu sempre ignorei o livro. Eu deveria saber sobre o que era o livro só pela capa:
Mas tudo mudou. Navegando na web, mais especificamente no blog da Hazel como falei semana passada, encontrei uma revista de moda, que hoje está fechada, chamada Worn. Por que todas as revistas boas e independentes de moda fecham??? Não sei, isso me revolta... É muito difícil encontrar conteúdo de qualidade e o Capitalismo não tem ajudado. Enfim... Voltando às roupas de trabalho. No site da revista tinha sessão sobre review de livros de moda. TEM COMO SER MAIS SENSACIONAL DO QUE ISSO????? Eu nunca vi uma review de livros de moda e isso parece tão óbvio! É algo tão bom de se fazer, porque em geral livros de moda trazem imagens e conceitos abstratos sobre arte, beleza e cultura, que geram interpretações muito pessoais. Diferente das recomendações que tinham em revistas como a Elle (r.i,p.), por exemplo, é que na Worn eles não queriam vender o livro, acho que eles só queriam dar uma ideia sobre o que o livro abordava e ver se o leitor se identificava.

Por acaso, o único livro na lista que eu conhecia era o dito Workwear. Fiquei pensando o que poderia ser dito sobre ele, já que minha interpretação tinha sido tão vaga. De uma forma maravilhosa o autor conta que o livro mostra como as roupas de trabalho, feitas pra proteger, acabaram entrando no mundo da moda.

"High-tech fabrics allowed them to enter hostile environments and handle materials that would’ve meant certain death in the past. Boots, masks, and gloves changed the human silhouette in almost alien ways.

But despite the obvious differences, the distance from the boiler room to the runway isn’t as far as you think. The book is structured as a series of photographs of work clothing. jumpsuits, overalls, protective masks, and fireproof boots, contrasted with runway shots and magazine spreads loosely or directly inspired by them."

TEM COMO NÃO QUERER ESSE LIVRO DEPOIS DESSE COMENTÁRIO????!!!
não.

Então fui lá no Cultura, mais uma vez, dar uma olhada no livro, agora com uma outra visão. De fato, é impressionante. Quando eu tiver cem reais sobrando eu compro, e ainda peço descontinho porque ele tá meio detonado. Aqui vão algumas fotos super tortas, pra você ver como o livro é bom e como a Worn tinha recomendações certeiras.








domingo, março 24, 2019

navegando com a Hazel

Tenho uma teoria de que a internet é como uma cidade, onde cada pessoa tem a sua casa. Essas casas são abertas e quem estiver passando pela rua pode entrar e ver tudo o que a pessoa quer mostrar pro mundo. Ou, a internet é um mar, que nós vamos navegando, passando de ilha em ilha e conhecendo as pessoas. Enfim, um blog, por exemplo, é a casa ou ilha de alguém, é seu lugar no mundo. Por isso gosto tanto de escrever aqui, e por isso gosto tanto de visitar os blogs das pessoas e conhecer mais de quem vive outras realidades.

Nesse domingo vagante, eu acabei parando no blog da Hazel Cills, uma contribuidora da Rookie que gosto muito. O blog está desativado, então eu só consegui ver poucas coisas com a Wayback Machine, por isso não vou colocar o link, porque se ela apagou é porque não quer que ninguém veja. Acho que invadi demais... Mas encontrei TANTA coisa legal.

Salveis as imagens mais legais no Pinterest, porque acho que ele fica mais legal quando salvo fotos dos sites, ao invés de simplesmente ficar pinando o que ele recomenda. Em poucas fotos eu consigo identificar o estilo dela: uma bruxinha fofa! Isso também foi legal de fazer porque eu sei que imagens são essas, sei quem são os artistas, as coleções, os editoriais e tudo mais; tudo isso tem significado pra mim, então é um Pinterest bem aproveitado.

Descobri que ela era muito fã de música e de playlists, que fazia algumas playlists pra Rookie, então salvei alguns nomes que ela indicou pra ouvir depois e fazer uma playlist com o que ela indicou. O melhor é que são músicas bem alternativas, e bem bruxinha fofa. Ela tinha uma conta no Spotify repleta de playlists, mas nem todas estão mais funcionando :'( mas outras estão! E ela parece que conhece todas as bandas legais do mundo.

Gosto muito do estilo de escrita dela, e navegar no seu antigo blog me levou a vários coisas que ela escreveu na época, pra outros sites. Que garotinha incrível hein???
What I Learned About Style From Sonic Youth's "Bull In The Heather" | Noisey | 02.mai.2013
Internet Artist Adam J. Kurtz: "Tumblr Is Really Obsessed With Butts Right Now" | Paper | 07.dez.2012
Everybody really, really cares about me, right? | Oyster | 2012

Ah! E encontrei alguns sites maravilhosos, que infelizmente não estão tão ativos quanto na época que ela recomendou.
pruie | tumblr de uma artista japonesa
Worn Fashion Journal - Fashion book reviews | Site desativado de uma revista de moda independente, que fazia, por exemplo, reviews de livros de moda

Just keep swimming. 

sábado, março 23, 2019

A Casey deve ter recebido todos os catálogos da Delias

Mad Love | Costume designer: Eugenie Bafaloukos | 1995

Romance adolescente não é meu tipo de filme preferido, mas quando se trata de filmes com a Drew, nos anos 90 e com um figurino icônico, eu preciso para e assistir. A história não é essas coisas todas, embora não seja rasa como filmes de amor pra adolescentes normalmente são. Ele fala sobre problemas mentais sem romantizá-los.

Durante todo o filme eu jurei que Jagged Little Pill era sobre a vida da Casey. Dá, pelo menos, pra se ter uma ideia de como era ser adolescente ~alternativo~ nos anos 90, ter suas revoltas e seus pensamentos profundos sobre tudo. Todos os sentimentos que a Alanis Morissette coloca no cd dela, a Drew Barrymor parece expressá-los na atuação. É genial!!!! Me lembrou muito dos meus tios que, vivendo nos anos 90, mas em uma realidade totalmente diferente, compartilhavam dos mesmos pensamentos, e eu os admirava pra caramba.

Apesar da agressividade, da bipolaridade e intensidade, a Casey é uma garota tão fofa! Sei que estou falando demais sobre uma personagem um filme tão bobo, mas ela representa muito pra mim, que amo os anos 90. Enfim, ela tem o estilo de menina livre e sonhadora daquela época, que fazia o que queria e era cheia de personalidade, exatamente como as meninas da Delia*s!!!!! Alternativas, diferentes, aventureiras, livres. É engraçado que Clueless é um filme do mesmo ano, mas que serve pra a gente fazer uma comparação e entender a diferença entre esses universos. Haviam as patricinhas, e tinham as garotas, estilo Casey, estilo Tai, que ao invés de chorar por uma blusa da Calvin Klein, estavam usando a roupa do namorado e sendo elas mesmas.

O figurino desse filme é icônico. Basta pesquisar qualquer coisa sobre o estilo dos anos 90, ou sobre vestidos de alcinha com blusas por baixo, que você vai encontrar a foto da Casey. Quem quer que tenha tido a ideia de usar a blusinha por baixo e de melhorar tudo com um tênis, merece zilhões de parabéns! Que combinação linda, maravilhosa, que ao mesmo tempo que parece ser toda menininha por causa do vestido, consegue ser bem autêntica por causa dos sapatos. Acho que a maioria das pessoas que tentam replicar esse estilo hoje, falham miseravelmente.


O que mais me fez gostar do figurino é que ele parece ter sido comprado no catálogo da Delia*s. Borboletinhas, camisas de notão, tecidos transparentes, roupas frouxas... Isso sim é estar confortável, bem estida e com estilo ao mesmo tempo.











Fico me perguntando se naquela época era comum as meninas usarem as roupas do namorado, como a Casey faz no filme quase todo. Porque no catálogo da Delia*s tem as mesmas roupas dela, quer dizer, as roupas do namorado. Bem, acho que não é bem isso, porque mesmo antes de ela sair com ele sem levar roupas, ela já usava calças baggy, jaquetas grandes, blusas de botão super leves, que nem as dos garotos. Não sei se era algo intencional, pra quebrar com o estigma de feminino que se esperava delas, se era por conforto, ou se era por estilo mesmo. Eu acho maravilhoso. Ma-ra-vi-lhoso. E nada disso abalava sua feminilidade. Aliás, o que é ser feminina mesmo???



Outro highlight das roupas dela é quando ela veste uma camisola de noiva com botas velhas. Uma musa no melhor estilo Tank Girl. I'm Just a Girl...


Tá, agora eu vou continuar ouvindo Jagged Little Pill e dançar que nem a Casey:

Playlist

Apesar do meu preconceito com a Melina por ela ser uma menininha de trinta anos, ela é uam das brasileiras mais princesinhas na web. Além de...